Honda X-ADV é uma mistura de scooter com as motocicletas fora de estrada

Modelo reúne algumas das características de motocicletas, as mordomias e praticidade dos scooters e também a possibilidade de rodar com desenvoltura no fora de estrada

(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)

Uma ideia criativa, porém, aparentemente incompatível, foi transformada em realidade com o lançamento do Honda X-ADV, que mistura a praticidade e conforto dos scooters, veículos essencialmente urbanos, com a versatilidade das motocicletas fora de estrada. Esta simbiose de dois mundos tão distintos, com pitadas de esportividade, nasceu como modelo-conceito, que permite à engenharia “viajar” sem preocupações com aspectos comerciais. Entretanto, o modelo, inicialmente batizado de City Adventure, causou um impacto tão positivo que foi transformado em veículo de linha.

A tarefa de adaptação do conceito para o modelo de rua, contudo, foi facilitada, já que usa o mesmo motor de dois cilindros em linha da motocicleta NC 750 X, também vendida no Brasil, e do maxi scooter urbano Integra 750, ainda não comercializado aqui. Na transformação, ganhou o nome definitivo de X-ADV, algo como “cruzadora aventureira”, e também desembarcou no Brasil, importada, com preço sugerido de R$ 52.500, mantendo, porém, a mistura entre moto e scooter, com características de praticidade, versatilidade e disposição para também encarar terra.

A suspensão dianteira é invertida e a traseira, mono, em balança de alumínio(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
A suspensão dianteira é invertida e a traseira, mono, em balança de alumínio(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)

MOTOR O propulsor bicilíindrico tem 745cm³, refrigeração líquida e entrega 54,8cv a 6.250rpm e torque de 6,93kgfm a 4.750rpm. Instalado em posição central (como nas motos), fica bastante inclinado para frente, o que permite reduzir a altura do túnel dianteiro, facilitando o embarque e desembarque. O sistema de embreagem é outro destaque. Ao contrário dos scooters tradicionais, com câmbio contínuo tipo CVT, conta com dupla embreagem, caixa de marchas e corrente, como nas motos. O sistema, porém, permite uma condução no modo automático, preservando a mordomia.

O motor de dois cilindros em linha trabalha em conjunto com o câmbio de dupla embreagem(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
O motor de dois cilindros em linha trabalha em conjunto com o câmbio de dupla embreagem(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)

A dupla embreagem também possibilitou abolir o manete e o pedal de câmbio. Por outro lado, permitiu a instalação de pequenas alavancas ao alcance dos dedos no punho esquerdo do guidão, que sobem e reduzem as marchas quando acionado o modo manual. Na condução com o modo automático, também é possível selecionar a função Sport, no qual as marchas são mais “esticadas”. Essa mistura entre moto e scooter também deixa a posição de pilotagem mais vertical, embora ainda sentado e não montado, como nas motocicletas.

O painel é todo digital e vertical, como nas motos de rally(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
O painel é todo digital e vertical, como nas motos de rally(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)

ANDANDO O conforto é típico dos scooters, com banco largo em dois níveis, além de porta-malas sob o assento. Para os pés, uma plataforma que também possibilita esticar as pernas e rodar mais relaxado. Com um motor sempre alerta, o vento pode ser desviado com um para-brisa regulável manualmente em cinco posições. Outra proteção está nos punhos, exatamente como nas motos fora de estrada. O painel, integralmente digital, é outro destaque. Estilo vertical, como nas motos de rally, conta com o computador de bordo, relógio de horas, temperatura externa e até calendário.

O banco é amplo e confortável e abriga o porta-malas(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
O banco é amplo e confortável e abriga o porta-malas(foto: Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)

As suspensões são compatíveis com motos. Na dianteira, sistema invertido, com 153mm de curso. Na traseira, sistema mono, em balança de alumínio com 150mm de curso. Os freios mantêm o padrão e performance com ABS, duplo disco de 296mm na dianteira e 240mm na traseira. As rodas são raiadas como nas motos fora de estrada, mas calçadas com pneus de uso misto, sem câmara, com aro de 17 polegadas na frente e 15 atrás. Já o escape tem saída alta, a iluminação é toda em LED, além dos benefícios da chave de presença e a saída de 12 volts para recarregar o celular.