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Chile doa U$1,1 milhões para de Gavardo correr o Dakar
O piloto chileno Carlo de Gavardo, confirmou finalmente, que irá participar da próxima edição do Argentina-Chile Dakar pilotando um Hummer da equipe americana de Robby Gordon, graças a uma contribuição de mais de um milhão de dólares do governo. O governo do Chile, através do Serviço Nacional de Turismo, a Fundação Imagem País e o Governo Regional do Atacama, vai doar 1,1 milhões de dólares necessários para de Gavardo, que teve excelente desempenho quando corria a prova de moto. Com o patrocinio fechado o chileno pode se inscrever como um piloto oficial da equipe de Gordon, que no ano passado foi o terceiro classificado. A cifra, o maior montante já repassado pelo Governo do Chile para um esportista, tem suscitado polémica em torno de apoio estatal de atletas, embora o próprio de Gavardo e autoridades do governo defenderem a iniciativa. "Toda a imprensa estrangeira conhece De Gavardo e, estar correndo com o nome do Chile ajuda a difundir a imagem do país”, disse terça-feira o piloto, que na prova do ano passado teve que abandonar devido a problemas mecânicos. O piloto chileno Eliseo Salazar, que não irá participar do Dakar, porque não tem dinheiro para a inscrição, também ficou satisfeito com o seu colega, mas disse que nunca iria pedir ajuda do governo. "Nunca na minha carreira de 35 anos nunca pedi dinheiro ao governo porque eu acho que é assim que tem que ser", disse Salazar, o primeiro piloto na história chilena a competir nos 500 Milhas de Indianápolis, Fórmula 1, 24 Horas Le Mans e do Rally Dakar, provas tradicionais do automobilismo internacional. "Infelizmente eu não posso ir a Dakar por não conseguir os patrocinadores. Mas eu prefiro isso, do que recorrer ao governo", disse ele. O caso também tem implicações políticas, com a reação do parlamentar Gabriel Ascencio, presidente da comissão de esportes da Câmara, que criticou a elevada contribuição do Governo e exigiu o mesmo apoio para a não-atletas profissionais. "Às vezes as prioridades não estão bem estabelecidas. Os atletas de elite podem recorrer ao setor privado, mas há outros que precisam de recursos do Estado", disse Ascencio.
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