Top Bike – KTM 450 SX-F Eli Tomac

Eli Tomac é uma lenda americana do motocross e supercross e o mais recente contratado da KTM para a temporada 2026. O piloto do Colorado acelera a poderosa 450 SX-F, que traz curiosidades como o sistema de embreagem a cabo, e vamos apresentar a seguir os detalhes da motocicleta com a qual Tomac pretende recuperar os títulos nacionais.

 

Nascido em Cortez, Colorado, Eli Tomac cresceu imerso no motociclismo e começou a correr de motocross desde cedo, com apoio total da família, principalmente do pai, John Tomac, uma lenda do ciclismo americano, com diversos títulos no MTB.

 

E o jovem piloto ascendeu rapidamente nas categorias amadoras nos Estados Unidos, conquistando oito títulos no Loretta Lynn’s. Estreando profissionalmente em 2010, desde então ele construiu uma das carreiras mais bem-sucedidas da história moderna do motocross e supercross.

 

 

 

Multicampeão do AMA Supercross e Motocross, coleciona oito títulos nacionais e 1 no Mundial de Supercross (2024). Tomac é conhecido pela sua velocidade explosiva, determinação e capacidade de vencer, mesmo sob pressão. Sua consistência e habilidade para competir lhe renderam a reputação de ser um dos pilotos mais respeitados da sua geração.

 

Como profissional, integrou equipes como a Geico Honda (2010 a 2015), Kawasaki (2015 a 2021) e Yamaha (2021 a 2025). E, no final do ano passado, se transferiu para a KTM, para acelerar a vencedora 450 SX-F Factory Edition. Sua nova motocicleta apresenta as preferências do piloto, como o sistema de embreagem a cabo, sinalizando que a nova equipe não mediu esforços para que Tomac se senta o mais confortável possível na sua nova jornada na busca por vitórias e títulos na nova temporada.

 

Ele estreou sua nova KTM em algumas etapas do Mundial de Supercross no final do ano passado e venceu o GP do Canadá, mostrando que, apesar do pouco contato com a motocicleta, ela oferece condições de disputar vitórias e, quem sabe, títulos já na nova temporada.

 

Vamos verificar os detalhes da motocicleta da lenda do motocross americano. Como antecipado, um dos itens mais marcantes é justamente o sistema de embreagem, afinal de contas a KTM oferece o sistema hidráulico em seus modelos – e Tomac usava o acionamento a cabo quando na Yamaha, curiosamente mantido na sua KTM. A equipe informou que ele testou os dois sistemas e que, de imediato, deu preferência ao funcionamento a cabo, sinal da grande sensibilidade do piloto.

 

 

 

A embreagem em si foi substituída pelo da famosa marca Hinson, com discos e separadores especiais DDS, com maior funcionabilidade e durabilidade, além da tampa permitir maior volume de óleo.

 

A equipe realizou muitas modificações no motor para oferecer ao novo contratado toda a potência necessária para o seu estilo de pilotagem, com muita velocidade. Externamente, vemos carcaças de magnésio, algo comum nos modelos de fábrica. Internamente, o propulsor recebeu comando, válvulas, pistão, anéis e biela exclusivos, com maior performance e resistência. O câmbio de 5 velocidades foi trabalhado, assim como o cabeçote e o cilindro. Foi substituída também a bomba d’água, assim como as mangueiras dos radiadores, agora reforçadas e com maior capacidade.

 

 

 

O sistema de escapamento é da Akrapovic, todo de titânio. Mas com uma curiosidade: diferente das motos de outras temporadas, a curva apresenta uma “barriga” antes do “bomber”, lembrando a de modelos 2 tempos. Segundo a equipe, o sistema fornece mais desempenho, com respostas mais rápidas e entregas mais suaves.

 

 

 

O chassi com design de berço duplo central é reforçado e anodizado na cor laranja, recebendo protetores laterais e pequenas alterações depois dos primeiros testes na pré-temporada, para melhor acomodar Tomac, além de oferecer melhor dirigibilidade com os suportes do motor sendo substituídos por peças exclusivas em alumínio. Todos os parafusos são de titânio e aliviados, contribuindo para a redução do peso da motocicleta.

 

 

 

No quesito suspensão, a equipe informa que Tomac pede que ela seja equilibrada na frente e que a traseira não seja muito alta, para um melhor equilíbrio em todas as partes da pista, nas entradas e saídas de curva, mantendo a tração, uma tarefa que não é fácil. Para o supercross, o sistema é mais rígido, e apresenta garfo WP XACT Pro, de 50 mm, com todos os itens internos substituídos e 310 mm de curso, assim como o amortecedor traseiro, que gera 300 mm de curso na roda e tem haste mais grossa e regulagens de alta e baixa velocidades exclusivas para a equipe oficial. O link também é exclusivo. As mesas que prendem o garfo são fabricadas pela própria KTM, em CNC, aliviadas, com ângulo diferente da original e anodizadas em laranja. O guidão é Renthal Fat Bar, mais alto que o original, e as manoplas são dessa mesma marca.

 

OUTROS ATRIBUTOS – O sistema de freios é composto por pinças da marca Brembo (como no modelo original), mas trabalhadas. Os discos são da Master, com 270 mm de diâmetro na dianteira e 220 mm na traseira. Na relação, coroa (na cor laranja) e pinhão são da Renthal e a corrente é DID (dourada). As rodas têm aros pretos DID DirtStar/LT-X, raios e niples mais resistentes e cubos em CNC da DID e também laranja.

 

A moto também apresenta o sistema CUO (Unidade de Conectividade Offroad) fixado no para-lama dianteiro, que oferece ampla gama de funcionalidades e opções de ajuste por meio de aplicativo da KTM connect, permitindo alterar o comportamento do motor e configurações otimizadas da suspensão.

 

Os protetores do disco dianteiro e do motor são de fibra de carbono, da Akrapovic, mais leves e resistentes. Há também filtro de ar da Twin Air, gráficos Red Bull Factory Team da Decal Work, tampa do tanque de combustível em alumínio, dispositivo de largada da Kite, pedaleiras construídas em titânio, mais finas e com dentes mais afiados, capa de banco da marca Selle Dalla Valle, antiga parceira da KTM, com estrias para maior grip, e tampas laterais com orifícios para maior circulação de ar.

 

Tomac realmente conta com uma poderosa motocicleta para levantar os troféus de campeão do AMA Supercross e Motocross neste ano, lembrando que o último título da KTM nos campeonatos americanos foi em 2024, no motocross, com Chase Sexton, agora piloto da Kawasaki.

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