A Copa do Mundo retorna à Grã-Bretanha, o berço do motocross. Um país que dominou este esporte por décadas e que agora busca lutar novamente pelos títulos.
As primeiras competições terrestres organizadas no Reino Unido acabaram por ser as bases do motocross moderno. A partir desse momento, o país não foi apenas o lugar onde esse esporte nasceu. Também se tornou uma referência dentro das competições internacionais graças a uma geração de pilotos que dominou os primeiros anos do Campeonato Europeu e, posteriormente, do Mundial.
Uma geração que marcou uma época
Quando o Campeonato Europeu de 500 cc representava a principal competição internacional, a Grã-Bretanha já ocupava um lugar de destaque. John Draper conquistou o título em 1955 e repetiu o sucesso um ano depois, confirmando o potencial de uma escola que logo também deixaria sua marca no Campeonato Mundial.
Esse salto definitivo veio durante os anos sessenta. Jeff Smith foi proclamado campeão mundial de 500 cc em 1964 e 1965 e se tornou uma das grandes referências do motocross britânico. Ao seu lado brilharam pilotos como Dave Bickers, capaz de se destacar em duas cilindradas, John Banks, duas vezes vice-campeão mundial de 500 cc, e Arthur Lampkin, que também levou a Grã-Bretanha ao pódio mundial.
A segunda era de ouro

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Depois de alguns anos com menos destaque, o motocross britânico voltou a se posicionar entre as grandes potências no final da década de 1970. Graham Noyce recuperou o título mundial de 500 cc em 1979 e abriu uma nova etapa de sucessos.
Neil Hudson foi proclamado campeão mundial de 250 cc em 1981, enquanto Dave Thorpe escreveu uma das páginas mais brilhantes deste esporte com três coroas mundiais de 500 cc. Nesses mesmos anos, Kurt Nicoll se consolidou como um dos pilotos mais regulares da categoria ao terminar quatro vezes como vice-campeão mundial.
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Essa geração permitiu que a Grã-Bretanha voltasse a ocupar um lugar de destaque em uma Copa do Mundo onde o nível de competição aumentava temporada após temporada.
O desafio de recuperar o protagonismo

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A virada do século manteve a presença britânica entre os melhores graças a pilotos como Paul Malin, vice-campeão mundial de 125 cc em 1996, e James Dobb, campeão dessa mesma categoria em 2001.
Mais tarde veio Tommy Searle, um dos nomes comuns na luta pelo título de MX2, com três vice-campeonatos e um terceiro lugar final. O último piloto britânico a fechar um campeonato mundial entre os três primeiros foi Max Anstie, terceiro no MX2 durante a temporada de 2015.
Desde então, nenhum representante do Reino Unido ganhou uma medalha em um Campeonato Mundial. Um dado que contrasta com o peso histórico de um país que por décadas marcou o rumo do motocross internacional.
A Foxhill reunirá novamente os melhores pilotos do mundo neste fim de semana. Também servirá para lembrar que poucas bandeiras deixaram uma marca tão profunda na história do motocross como a britânica e que o próximo grande campeão do Reino Unido continua sendo um dos grandes desafios para um esporte que nasceu precisamente lá.






