EI 2021, A chegada será no Parque da Cidade em Socorro SP

EI 2021, A chegada será no Parque da Cidade em Socorro SP

O belíssimo Parque da Cidade, uma das mais importantes áreas verdes de Socorro, passa por um projeto de restauração ecológica.

Desde abril deste ano, já foram plantadas oito mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no local, que foi local de largada em 2020 e é o ponto de chegada da 39ª edição do Enduro da Independência, em 2021.

“Atualmente ele é uma área árida, porque tem pouca vegetação arbórea. Foram plantadas algumas anos atrás, mas tem poucas árvores, e tem um trecho, um morro que era bastante degradado. Nós resolvemos restaurar esse morro e algumas outras áreas do parque que eram descampadas”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Tiago Sartori.

A administração municipal realiza o trabalho em parceria com a Associação Ambientalista Copaíba. Especialista em restauração da mata atlântica, é responsável pela orientação técnica sobre escolhas das espécies mais adequadas

No total, a iniciativa prevê o plantio e condução de regeneração natural de mais de 20 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, incluindo outras áreas verdes da região, às margens do Rio do Peixe e em córregos formadores do rio.

“A gente vai dar uma reforçada na vegetação que existe na trilha do rio que liga o Parque da Cidade até o parque Ferreira Barbosa. Somados ao Palma Real, que é um condomínio que temos perto, vai ficar um conjunto de área verde bem grande no município, dar em torno de 20 hectares com área de vegetação nativa da mata atlântica”, explicou .

Ainda de acordo com o secretário, o trecho às margens do Rio do Peixe prevê a instalação de 1 km de trilha e também de deques de observação. “É um projeto nosso de valorização o Rio do Peixe. Com exceção dos deques e da trilha, o restante vai virar uma mata. São 50 metros vezes 1 km, estamos falando de 5 hectares de mata densa”, disse.

Parceria pela restauração ecológica

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável destacou que o projeto que já está na terceira etapa.

“A gente já fez o plantio no Parque. Agora estamos na parte de manutenção, cuidado e reposição das mudas. Também já plantamos cerca de 5 mil mudas no Condomínio Palma Real, onde tem duas nascentes urbanas, inclusive que abastecem o próprio Parque da Cidade. Agora vamos entrar na última parte que é o trecho da trilha do rio e ao Parque Barbosa, que é outro residencial. Faltam mais uma 7 ou 8 mil mudas para plantar”, estimou.

A Copaíba organizou a campanha “Mais vida no Parque”, que convocou uma ação com apoio da população para ajudar o projeto.

“Com apoio da Copaíba, houve uma mobilização comunitária, onde uma parte das mudas foi apoiada por empresas locais e por pessoas que doaram recursos para poder plantar em uma área que a gente chama de ‘Pomar das Frutíferas’. Tem algumas exóticas, como manga e abacate, mas a maioria é de plantas frutíferas nativas: pitanga, cereja do rio grande, araçás, goiabeiras”, explicou Tiago Sartori.

Atualmente, as mudas são monitoradas. Isso inclui o controle do capim e das formigas, para não danificarem as plantas, além da adubação para ajudar no crescimento. O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável reforçou que o apoio da comunidade é importante para o sucesso do projeto a longo prazo.

“Temos que evitar que as pessoas estraguem as plantas, com bastante comunicação visual, informação para as pessoas cuidarem das plantas. Não dá para colocar um tutor, aquela estaca ao lado da muda. São muitas árvores, então a gente precisa orientar as pessoas para preservar a área”, resumiu.

Novo visual para o Parque da Cidade

Tiago Sartori explicou que o Parque da Ciade é uma área pública grande, que recebe eventos há anos e é uma referência para os moradores da região.

“Diríamos que é o único parque urbano que temos aqui na região do Circuito das Águas. É altamente frequentado para lazer e esportes, desde pessoas tomarem sol, fazer piquenique, caminhar, correr, praticar esporte, skate, pedalar”, contou.

A iniciativa repercutiu bem entre moradores e visitantes, de acordo com o secretário.

“Poucas pessoas têm noção do que vai virar, ainda estão acostumadas com o terreno degradado. Tanto na época do plantio, quanto agora, muita gente tem elogiado, os frequentadores, principalmente”, afirmou.

Ele estima que a expectativa é de concluir a fase inicial da restauração ecológica até janeiro de 2022. Daí em diante, será manutenção do que foi feito.

“Repor alguma muda ou outra em locais que achar que precisa ser reposta e ficar cuidando das plantas neste período que ela demora para crescer, normalmente um ano e meio, dois anos no mínimo. O cuidado da área verde do parque é eterno e constante, podas das árvores, tirar os galhos secos, faz parte das características de uma área de parque, mais de bosque”, concluiu.

Texto: Misto Quente Comunicação

Coordenação: Lúcio Pinto Ribeiro

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