O EnduroGP 2026 começa na Sicília com uma grade de luxo, vários campeões e máxima igualdade em que Josep Garcia começa como referência.

A contagem regressiva já começou e tudo indica que a estreia na Sicília definirá o tom de um campeonato de sete rodadas que se espera feroz desde o primeiro dia.
Uma grade histórica
A categoria rainha contará com 33 pilotos de 11 nacionalidades diferentes na linha de partida em Custonaci. Um dado que por si só já fala do nível do campeonato, mas que ganha ainda mais peso ao saber que 13 desses pilotos acumulam nada menos que 45 títulos mundiais.
Além disso, todos os campeões mundiais de EnduroGP estarão presentes desde 2017, bem como todos os campeões mundiais júnior coroados desde 2022. Uma mistura explosiva de experiência, talento consolidado e fome de novas gerações.
O apoio da indústria também está crescendo: até 11 fabricantes estarão representados, incluindo pela primeira vez motocicletas elétricas com a irrupção do Stark Future, o que coloca o campeonato como um dos mais sólidos do calendário FIM.
Josep García, o rival a vencer
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O grande nome próprio volta a ser o atual campeão, Josep García. O piloto da Red Bull KTM Factory Racing enfrenta a temporada com a mesma estrutura que o levou a dominar nos últimos dois anos, uma decisão que reforça seu papel como principal favorito.
O espanhol demonstrou uma conexão perfeita com seu KTM 250 de quatro tempos e chega com um objetivo claro: conquistar seu terceiro título consecutivo. Sua regularidade e velocidade o tornam, mais uma vez, a referência do campeonato.
Verona muda de ares… mas não de objetivo

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Uma das grandes novidades do inverno é a mudança de Andrea Verona, que vai de GASGAS para KTM para dividir a caixa com García. Embora ambas as marcas pertençam ao mesmo grupo, o movimento envolve ajustes técnicos e dinâmicos.
O vice-campeão de 2025 também terá um incentivo extra: correr em casa no primeiro encontro. A Itália será o cenário perfeito para medir sua adaptação e, acima de tudo, para ver como administra a convivência direta com um de seus grandes rivais.
Pichon quer dar o salto definitivo

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O francês Zach Pichon foi uma das revelações de 2025. Capaz de vencer desde a primeira prova e lutar cara a cara com Garcia e Verona, o piloto da TM MOTO chega ao seu segundo ano com a marca italiana pronto para lutar pelo título absoluto.
Sua progressão e confiança o colocam como uma das grandes ameaças neste 2026.
O retorno de dois campeões
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Um dos focos principais será o retorno de dois pesos pesados: Brad Freeman e Steve Holcombe.
Freeman, com dez títulos mundiais, retorna com Beta depois de superar uma lesão no joelho. Seus resultados na pré-temporada convidam ao otimismo e tudo indica que ele estará de volta à luta por posições de honra desde o início.
Holcombe, por sua vez, inicia uma nova etapa com Sherco e retorna à mecânica de dois tempos. O nove vezes campeão busca recuperar sensações e voltar a ser protagonista na geral.
Mais candidatos ao título

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O leque de aspirantes não termina aí. Hamish MacDonald chega como campeão de Enduro3 e depois de assinar vários pódios na geral, o que o torna um concorrente muito sério.
Ao seu redor, uma longa lista de pilotos capazes de subir ao pódio ou até mesmo surpreender: Samuele Bernardini, Morgan Lesiardo, Jeremy Sydow, Antoine Magain ou Nathan Watson, entre outros.
A eles se somam jovens campeões como Axel Semb, Max Ahlin e Jed Etchells, que buscam se consolidar na elite.
Calendário compacto e exigente

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O campeonato consistirá em sete eventos espalhados pela Europa, começando na Itália (10-12 de abril) e terminando no País de Gales em agosto. A Espanha sediará a segunda rodada em Oliana, enquanto Portugal terá um encontro duplo em Fafe.
Um cronograma concentrado que forçará os pilotos a manter um nível máximo de desempenho sem margem para erros.
Tudo para decidir
Com tantos campeões, mudanças estratégicas e novas adições, o EnduroGP 2026 começa sem um roteiro claro. A lógica aponta para Josep García como favorito, mas a competição nunca foi tão ampla ou tão sólida.
A batalha pelo título está mais aberta do que nunca. E começa agora, na Sicília.





