Honda quer a fatia da Royal Enfield

Honda quer a fatia da Royal Enfield

A HONDA PODE SER A SEGUNDA MAIOR FÁBRICA DE VEÍCULOS DE DUAS RODAS DA ÍNDIA (ATRÁS APENAS DA HERO MOTOCORP), MAS DESDE QUANDO ALGUÉM SE CONTENTA EM FICAR EM SEGUNDO?

er o número dois significa que há espaço para crescer, e isso coloca um desafio. A Honda India deve muito de seu sucesso à popularidade da scooter Activa — mas as suas motos naquele mercado têm algumas coisas para recuperar.

Falemos por exemplo da Honda Hornet 2.0 que praticamente existe somente na Índia. É pequeno e prático para deslocações — e ainda assim emocionante. É o abanão que a HMSI precisa? Como só saiu em agosto de 2020 ainda é muito cedo para tirar conclusões mas é digna de ser vista e é, definitivamente, um passo numa nova direção.

No entanto, isto está longe de ser a única coisa que a Honda Índia tem na manga para o mercado. O renascimento naquele mercado de marcas como a Jawa, e com a Royal Enfield praticamente a jogar no seu quintal, o lançamento de motos do tipo retro está a ganhar espaço naquele mercado. E se estas marcas são únicas no seu nicho, é um maus sinal, e a Honda quer mudar isso.

“Não temos esse tipo de moto divertida. Temos várias motos grandes a vender na Índia em quantidades limitadas. E claro, devemos estudar esse tipo de nova categoria. Mais cedo ou mais tarde, poderemos ter uma resposta nesse segmento”, disse o presidente, CEO e diretor-geral da HMSI, Atsushi Ogata, à Moneycontrol.

Essa citação aponta para uma certa direção sem dar muita informação. Fontes adicionais sugeriram que a Honda pode estar a pensar nos moldes de uma concorrente da Ducati Scrambler. Neste ponto, são apenas boatos, sem nada concreto, o que não significa que não possa vir a acontecer.

Embora a Honda India esteja, naturalmente, a pensar sobre que tipos de motos melhor se adequarão a esse mercado, também não podemos deixar de nos perguntar se algum novo modelo introduzido para competir com o apelo retrô moderno da Royal Enfield ou da família Ducati Scrambler pode eventualmente encontrar o seu caminho para o resto do mundo. Só o tempo dirá o que, se alguma coisa, vem disso — mas vamos ficar atentos.

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