Triumph e Iván Cervantes vencem na Baja Aragón

Triumph e Iván Cervantes vencem na Baja Aragón

Na estreia da categoria Trail na Baja Aragón a vitória acabou por sorrir ao espanhol Iván Cervantes e à Triumph Tiger 900 Rally Pro.

Foi no ultimo fim de semana na região espanhola de Teruel que se realizou a 38ª edição da famosa Baja Aragón. Uma edição especial do Campeonato do Mundo de Ralis, pois foi estreada a categoria Trail, uma classe criada a pensar nos modelos de aventura dos grandes fabricantes, e onde brilhou Iván Cervantes e a Triumph Tiger 900 Rally Pro.

A solidez do binómio formado pelo cinco vezes campeão do mundo de enduro e a trail britânica foi destaque numa Baja Aragón marcada pelas muitas dificuldades apresentadas pelo terreno, mas também pelo intenso calor que se fez sentir na região de Teruel.

Tanto a categoria Trail como a Maxi-Trail foram adicionadas à prova de forma a permitir que os motociclistas “comuns” possam sentir uma maior ligação entre as motos que adquirem nos concessionários, e neste caso específico as motos mais vocacionadas para aventuras “off-road”, e as reais capacidades dessas motos, com poucas alterações em relação às especificações de série, nas mãos de pilotos profissionais.

Refira-se que entre as alterações permitidas pelos regulamentos das categorias Trail e Maxi-Trail, apenas podem ser trocados elementos como suspensões ou as rodas / pneus. Todos os restantes elementos, incluindo o sistema de escape, com catalisador incluído, têm de ser usados conforme o fabricante disponibiliza ao público.

Nesta que foi a quarta prova do Campeonato do Mundo de Ralis, e que é, simultaneamente, a mais antiga baja da Europa, Iván Cervantes e a sua equipa definiram um “plano de ataque” em que era fundamental atacar forte logo no Prólogo, de apenas 9 km, para garantir uma boa posição de partida para as especiais do dia seguinte.

A verdade é que a solidez e equilíbrio do chassis da Triumph Tiger 900 Rally Pro, em conjunto com a performance do motor tricilíndrico da marca de Hinckley, permitiram a Iván Cervantes atacar à vontade o curto mas retorcido percurso do Prológo da Baja Aragón.

No dia seguinte, com a temperatura a atingir os 39 graus Celsius, o terreno muito seco o que levantava sempre muito pó à passagem das motos no percurso, e com 400 km de especiais para percorrer, Cervantes foi adotando um ritmo constante e evitando erros maiores, aproveitando os pontos de reabastecimento que requerem paragens maiores do que as motos de rali, para reforçar a sua posição na classificação geral e na categoria.

No final da Baja Aragón, a vitória foi confirmada com uma vantagem de mais de 1 hora e 6 minutos para o segundo classificado, Ángel Bellmut (Yamaha Ténéré 700), sendo o pódio final composto ainda por outra moto da Yamaha, neste caso pilotada por Gregorio Lopez Martos, já a mais de 3 horas e 30 minutos de Iván Cervantes.

Assim que saiu dos comandos da Triumph Tiger 900 Rally Pro, coberta por uma decoração especial e realizada à mão, o piloto espanhol mostrou-se muito satisfeito pelo resultado nesta que foi a estreia da categoria Trail e o regresso do próprio à prova depois da sua participação em 2017:

“Estou muito contente por voltar à Baja Aragón depois de tantos anos. Demonstrámos um grande potencial ao vir aqui com a Tiger 900 Rally Pro, e tínhamos um primeiro objetivo claro que era vencer a categoria Trail, mas o nosso objetivo a nível interno era terminar o mais acima possível no scratch das motos 450 cc, e eles estão malucos com o ritmo que tivemos com esta trail. Fizemos um grande trabalho e estamos a dar que falar. As pessoas estão a ver que a Triumph está aqui e veio para ficar. No futuro esperamos vir aqui com o projeto de Enduro”.

Refira-se que o resultado e vitória de Iván Cervantes e da Triumph Tiger 900 Rally Pro na categoria Trail da Baja Aragón fica ainda mais abrilhantado se tivermos em conta as diferenças de tempo para pilotos aos comandos de motos 450 cc, melhor preparadas para este tipo de provas “off-road”.

O espanhol ficou a 33m50s do líder da Baja Aragón até final do primeiro dia (e final da prova das Trail), Tosha Shareina, e a menos de meia hora de pilotos como Lorenzo Santolino e o português Rui Gonçalves, todos aos comandos de motos estilo Dakar.

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